segunda-feira, 21 de abril de 2008
Manual - Marketing e vendas para vendedores de automóveis
Marketing e Vendas Para o Setor Automobilístico
Autor - Ari Lima
SUMÁRIO
Introdução ............................................................................................................. 04
Primeira parte – Marketing para Profissionais do setor automobilístico
Capítulo 1 - Pesquisando o mercado e o perfil do cliente
Conhecendo o mercado ............................................................................. 05
Conhecendo o foco de mercado e a concorrência direta .......................... 06
Traçando o perfil do cliente alvo ................................................................ 06
Localizando o cliente .................................................................................. 06
Táticas e estratégias frente a concorrência................................................ 06
Capítulo 2 - Como captar clientes
Material publicitário – cartões de visitas e folders .......................................07
Telemarketing e correspondência .............................................................. 09
Utilizando site, blogs e o potencial da internet ........................................... 11
Parcerias e networking ............................................................................... 12
9 segredos de joe Girard para captar clientes.............................................16
Capítulo 3 - Como conquistar clientes
7 competências essenciais para gestão de sua carreira ........................... 18
Comunicação interpessoal ......................................................................... 19
Inteligência emocional ................................................................................ 21
Relacionamento interpessoal ..................................................................... 22
Inteligência social ....................................................................................... 23
A hierarquia das necessidades de Maslow ................................................ 24
Vendendo benefícios ao invés de atributos ............................................... 26
Capítulo 4 - Como manter relacionamento com clientes
Mantendo o relacionamento ....................................................................... 27
Voltando a atender seus clientes ............................................................... 27
Atendendo aos parentes e amigos de seus clientes .................................. 27
Segunda parte – Artigos sobre Marketing Pessoal
Artigo 1 - Idéias Básicas Para Conquistar Um Cliente ................................... 29
Artigo 2 – A Estratégia do Oceano Azul no Marketing de Carreira ................. 46
Artigo 3 – Marketing de Guerra – Táticas e Estratégias ................................. 32
Artigo 4 – Marketing Pessoal e a Arte da Negociação ................................... 35
Artigo 5 – Marketing Pessoal e Motivação ..................................................... 36
Conclusão ........................................................................................................... 38
Referências ......................................................................................................... 40
Sobre o autor ...................................................................................................... 41
terça-feira, 15 de abril de 2008
Venda de veículos usados em SP cresce 49% em março
Alta foi de 2,15% na comparação com fevereiro.Mais de 73% dos carros negociados tem motor 1.0.
Do G1, com informações da Agência Estado entre em contato
Rede Globo
A venda de carros não pára de crescer (Foto: TV Globo/Reprodução)
Saiba mais
» Consumidores caem em golpe e compram carros que tiveram perda total
» País produziu 3,1 milhões de veículos em 12 meses
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» Mercado de usados tem carros cada vez 'menos usados'
As vendas de automóveis usados em São Paulo atingiram 172,6 mil unidades em março, o que representa um aumento de 49,02% em relação ao mesmo mês do ano passado e uma alta de 2,15% na comparação com fevereiro. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (7) pela Associação dos Revendedores de Veículos Automotores do Estado de São Paulo (Assovesp).
Do total de vendas realizadas no mês passado, 73,2% (126,2 mil) foram com veículos de motor 1.0, o que representa um aumento de 2,69% em relação ao registrado no mês anterior (122,9 mil negócios).
A Assovesp informa também que 71% dos negócios foram fechados com algum tipo de financiamento, contra 78% observados em fevereiro. O prazo médio para pagamento do financiamento caiu para 47 meses em março ante 49 de fevereiro. O saldo médio financiado foi equivalente a 77% do valor do bem, contra 83% financiado em fevereiro.
Motos e caminhões
Em março foram negociadas 9,4 mil motos, o que representa uma queda de 3,1% em relação a fevereiro. Dos negócios fechados com motos, em média, 88% foram financiados, o que mostra um aumento de sete pontos porcentuais em relação ao mês de fevereiro. O prazo médio do financiamento foi de 37 meses, três meses a mais do que o concedido no mês anterior. O saldo médio financiado corresponde a 92% do valor da moto, ante 78% de fevereiro.
Segundo a Assovesp, 5,5 mil negócios envolveram algum tipo de veículo de carga, nas revendas independentes do Estado de São Paulo, o que representa uma queda de 1,65% sobre fevereiro. Do total, 61% dos negócios foram financiados. Em fevereiro 66% dos negócios contaram com financiamento. O prazo médio de financiamento caiu dos 43 meses de fevereiro, para 40 em março. O saldo médio financiado também recuou, passando de 76% em fevereiro para 67% em março.
domingo, 6 de abril de 2008
programa do curso de vendas de automóveis


CURSO Marketing e Vendas Para o Setor Automobilístico
Pesquisando o mercado e o perfil do cliente
· Conhecendo o mercado
· Conhecendo o foco de mercado e a concorrência direta
· Traçando o perfil do cliente alvo
· Localizando o cliente
· Táticas e estratégias frente a concorrência
Como captar clientes
· Material publicitário - cartões de visitas e folders
· Telemarketing e correspondência
· Utilizando site, blogs e o potencial da internet
· Parcerias e networking
· 9 segredos de joe Girard para captar clientes
Como conquistar clientes
· 7 competências essenciais para gestão de sua carreira
· Comunicação interpessoal
· Inteligência emocional
· Relacionamento interpessoal
· Inteligência social
· A hierarquia das necessidades de Maslow
· Vendendo benefícios ao invés de atributos
Como manter relacionamento com clientes
· Mantendo o relacionamento
· Voltando a atender seus clientes
· Atendendo aos parentes e amigos de seus clientes
'Espero que isso sirva de lição para as empresas'
RECALL - quinta-feira, 3 de abril de 2008 00:00( http://www.estado.com.br ) 17 Visitas
'Espero que isso sirva de lição para as empresas' O químico Gustavo Funada, primeiro dono do Fox a ter parte do dedo decepada, no fim de 2004, recebeu com satisfação a notícia de que a montadora será obrigada a fazer o recall. “Fico feliz por termos chamado a atenção”, diz. “Espero que sirva de lição para as empresas que desrespeitam os consumidores.”Quanto ao que será feito pela Volks, porém, Funada ainda está cauteloso. Para ele, um procedimento igual ao que vinha sendo adotado, de instalar um anel de borracha, será insuficiente. “Isso não resolve a situação. Eles precisam trocar o sistema do banco.”A Volks já fez acordo de indenização com cinco das oito pessoas que sofreram acidentes. Geraldo do Amaral, que se acidentou em novembro de 2006, receberá uma indenização de R$ 87 mil. O valor deve ser depositado judicialmente ainda este mês. O acordo foi fechado após a realização de uma audiência de conciliação entre ele e a empresa.Emmanuel Cordeiro, outro motorista acidentado, também foi contatado, mas recusou a indenização oferecida, de R$ 90 mil. Gustavo Funada ainda não foi procurado, mas descarta, pelo menos por enquanto, qualquer acordo com a Volks. “Quero que a empresa seja punida e se retrate publicamente”, disse. [José Henrique Lopes e Eleni Trindade ]
Venda de caminhões cresce 28% até março
CAMINHÕES - quinta-feira, 3 de abril de 2008 00:00( http://www.gazetamercantil.com.br ) 13 Visitas
O mercado de caminhões surpreende as estimavas das montadoras e fecha o primeiro trimestre com 25.751 veículos emplacados, volume 28% superior ao mesmo período de 2007, quando as vendas totalizaram 20.118 unidades, segundo dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores [Fenabrave]. 'O ritmo forte do setor agrícola e a facilidade de crédito estão impactando positivamente nas vendas de caminhões e isso faz crescer também a nossa produção de motores diesel', disse Luis Pasquotto, diretor senior de mercado da Cummins do Brasil. A fabricante de motores, que acabou de aumentar a capacidade da unidade de Guarulhos [SP], de 300 para 340 motores por dia já avalia a possibilidade de novos investimentos para a demanda futura e em novos produtos. 'Para este ano esperávamos produzir 80 mil motores - 3,8% superior às 77 mil unidades produzidas em 2007 - mas, com a alta demanda de caminhões o volume vai superar 90 mil unidades', comentou o diretor da Cummins. Em março as vendas de caminhões somaram 9.552 unidades, volume 17,02% superior aos 8.163 veículos que foram emplacados em fevereiro deste ano. As vendas de ônibus também apresentaram resultados positivos no primeiro trimestre do ano, com crescimento de 16,36%. De 4.206 unidades, volume veículos emplacados saltou para 4.894 unidades no acumulado até março. Incluindo as vendas de automóveis [511.406 unidades] e comerciais leves [106.112 unidades] o total de veículos comercializados no País no primeiro trimestre foi de 648.163 unidades - o dobro do volume emplacado em 2002, que foi de 334,6 unidades -, e 31,42% acima das 493.190 unidades vendidas nos três primeiros meses de 2007. Mercado de motos O setor de motocicletas também apresentou saldo positivo de vendas no mercado brasileiro no primeiro trimestre, com 435.728 unidades, 18,57% acima das 367.499 unidades vendidas nos três primeiros meses de 2007. Implementos rodoviários obteve expansão de 19,93% nas vendas, com o total de 9.834 unidades, ante 8.200 unidades de igual período de 2007. [Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 7][Sonia Moraes]
Homens mais velhos... E por que não?
OUTROS - sábado, 5 de abril de 2008 00:00( http://www.gazetamercantil.com.br ) 9 Visitas
Hoje quero falar aos homens que se afligem por ter mais de 40 anos. Quando jovem, namorava sempre homens com dez, 12 e até 20 anos mais que eu. Gatinhos sarados nunca me atraíram particularmente. As amigas diziam, brincando, que provavelmente eu seria uma velha assanhada para, aí sim, descobrir os encantos de namorar um homem jovem no padrão bonitinho [ou bonitão dependendo do grau de malhação]. Pois a um ano de completar 50 anos continuo achando, de modo geral, muito mais atraentes os homens com mais de 50 e até 60 anos - uma vantagem, considerando minha faixa etária. ' Como assim, ó mulher insana e cega ?' - você deve estar se perguntando. Pois explico. Mas antes cabe uma correção: prefiro homens mais velhos sim, mas os de cabeça boa, aqueles que cuidam mais das idéias do que do corpo. E que, ainda assim refletem em seu físico a fluidez de uma mente sempre alerta e aberta a novas idéias e com atitudes inovadoras. Ora, hoje um homem de 50, 60 anos é vigoroso. Mas com o charme de hábitos levemente decadentes já incorporados ao seu modo de ser que pode ser encantador. É um homem mais sabido e dificilmente terá a neura da pressa, a mania de querer fazer tudo a jato para 'aproveitar melhor o tempo', como acontece com os de 30 e 40, ainda vivendo sob pressões... do que mesmo? É um homem que conhece os caminhos, sabe do que não gosta e, principalmente, do que nem vale a pena experimentar. Não é uma enorme vantagem? Alguns, sabiamente, resgatam o romantismo da juventude e o assumem sem pudor, já lapidado pelas experiências vividas. E, quando isso acontece, tratam a mulher escolhida como uma deusa, sem esquecer um toque de safadeza. Um homem mais velho [evidentemente o inteligente] tem a faca, o queijo e a experiência na mão para, literalmente, deitar e rolar com as mulheres que escolher. A coisa só pega se tentar parecer mais moço. Da mesma maneira que mulheres cinqüentonas freqüentando a mesma balada das filhas parecem fora de contexto, com os homens mais velhos também não funciona o artifício de querer parecer um garoto. Mulheres de qualquer idade podem cair de amores por um sujeito maduro, porém, não perdoam derrapões visuais como cabelos tintos [em geral mal tingidos] roupas justas demais ou autobronzeadores que carregam no tom alaranjado do rosto. Não estou dizendo que não é para fazer uma lipo ou que sou contra tratamentos rejuvenescedores. Apenas que, ao contrário do que o mundo imagina, eles são apenas um complemento, e não um fim em si. Pense bem: um homem maduro tem tudo que mencionei a seu favor. Tratando bem de seu corpo apenas como um hábito de vida saudável e natural, não vai sobrar pra ninguém. Porém se achar que seu único trunfo é tentar se equiparar ao garoto da barriga de tanquinho, fatalmente estará se engajando em uma batalha inglória. Se você pensa que estou fora da realidade, chacoalhe a insegurança, mude um pouco o foco de sua abordagem e pode conferir: mulheres querem e valorizam a atenção. Pequenas gentilezas como um sorriso, cafuné ou pesquisar as preferências gastronômicas ou cinematográficas delas podem operar milagres. Ah, e esqueci: gostamos também de poder contar com o homem escolhido. Sabe como é? Constância. Outra palavra mágica, praticamente desconhecida entre os muito jovens. O resto é só isso. Resto. Migalhas, que é com o que parecem estar se contentando homens e mulheres nos rarefeitos e capengas relacionamentos ditos modernos. [Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 9][Claudia Matarazzo - Jornalista, consultora e palestrante de etiqueta e atual chefe do Cerimonial do Governo do Estado de São Paulo. Autora de 'Etiqueta sem frescura'OUTROS - sábado, 5 de abril de 2008 00:00( http://www.gazetamercantil.com.br ) 9 Visitas
venda de carros - Em busca da definição do termo 'liderança'
OUTROS - quinta-feira, 3 de abril de 2008 00:00( http://www.gazetamercantil.com.br ) 9 Visitas
A primeira preocupação será a definição de líder e de liderança. Não apenas por razões semânticas ou por qualquer preciosismo. É porque tal definição informará todo o trabalho do líder e a possibilidade ou não de desenvolvimento. Temos encontrado duas posições diferentes em relação à definição de líder. E ambas publicadas em livros sérios e sólidos. A primeira posição defende que há diferença entre líderes e gerentes e é ilustrada por dois livros. O primeiro é 'management', de Fredy Kofman. Descreve com precisão o papel de líder, quando diz, referindo-se a um diretor que 'na medida em que ia subindo de cargo, tinha cada vez menos contato com sua profissão e mais necessidade de liderar seus subordinados, que eram quem realmente manejava a operação. Isto o deixava desconfortável, pois nunca se preparara para dirigir pessoas que sabiam mais que ele'. Diz ainda que 'o líder precisa aprender que seu poder de alavancagem depende mais da humildade e capacidade de apoiar seus colaboradores de que sua perícia técnica. Suas competências básicas são a delegação e o empowerment, a defesa da visão e o comportamento coerente com os valores'. Mas diz que existe uma diferença fundamental entre o líder e o manager. 'O gerente não é um aspirante a líder a quem falta Q.I. O gerente é aquele que se encarrega de fazer com que a máquina organizacional funcione efetivamente dia a dia'. Acrescenta que 'a excelência competitiva da organização depende tanto dos líderes quanto dos managers. Junto com os trabalhadores, ambos constituem as três pernas que sustentam a produtividade, a rentabilidade, a adaptabilidade e a sobrevivência da empresa'. 'Os líderes precisam focalizar o mundo externo, analisar mercados, inventar futuros e esboçar caminhos para concretizá-los. Sua atenção deve estar centrada nas grandes linhas estratégicas, na visão inspiradora e na coordenação da energia das pessoas'. 'Os managers precisam focalizar o mundo interno da empresa... São os encarregados de 'trazer à terra' as idéias revolucionárias dos líderes, organizando a estrutura, alocando os recursos e mantendo o controle operacional. Enquanto os líderes operam com visões inspiradoras, os managers operam com sistemas de avaliação de desempenho, planos e orçamentos'. E, finalmente 'O que quero fazer é reverter a tendência que pinta um retrato glamouroso dos líderes e mostra os managers como quase-líderes que só esperam a oportunidade de fazer um trabalho mais sutil e sofisticado'. O segundo livro é 'Execução', de Larry Bossidy e Ram Charam. Também vê distinção entre líderes e gerentes. Dedica-se à falha que vê nos líderes em relação à execução. Chama a atenção dos líderes para o fato de que o fazer acontecer é o objetivo final da liderança, e que os líderes devem gerenciar o processo para que a execução se dê por meio do desenvolvimento pessoal na parte fundamental e também nos detalhes. [Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 11][Paulo Gaudencio - Psiquiatra e consultor de empresas do Instituto Paulo Gaudencio. E-mail: pgpsi@uol.com.br]
venda de automóveis - Um dia na Fiat, maior fábricade automóveis do mundo
FIAT - quinta-feira, 3 de abril de 2008 00:00( http://www.gazetamercantil.com.br ) 26 Visitas
Na manhã do último dia 26 de março, um carro novo foi produzido a cada 45 segundos na Fiat, em Betim. Graças a essa velocidade alucinante para se montar uma mercadoria com milhares de peças, a empresa construiu 717 mil veículos no ano passado e se tornou, na prática, a maior fábrica de automóveis do mundo. Agora, seus 18 mil funcionários mostram-se empenhados numa competição muito particular que é a de transformá-la , na maior de todas, por direito. De acordo com um boletim que circula orgulhosamente nas mãos de muitos trabalhadores, e transcrito da revista Automotive News, há duas montadoras com capacidade maior que a Fiat. Uma é a fábrica da Volkswagen, em Wolfsburg, Alemanha, com capacidade para 746 mil veículos por ano. Em segundo lugar vem Avto VAZ, uma fábrica russa associada à Renault e localizada Togliatti, que é capaz de produzir 725 mil automóveis. Nenhuma delas, porém, alcançou sua em 2007, ficando ambas abaixo da fábrica mineira, que tem capacidade para 700 mil, mas foi além. Produziu 17 mil automóveis e pequenas picapes e furgões a mais do que era previsto. A expectativa é de que, por conta dos novos galpões que estão sendo montados e das prensas e robôs que estão sendo instalados, a produção alcance 800 mil carros em dezembro e a liderança seja conquistada por direito. Dois aspectos impressionam de modo especial os visitantes que percorrem as imensas instalações da Fiat, que é a maior indústria instalada em Minas. Um deles é a grande motivação estampada no rosto dos seus funcionários, que não fazem greve há 24 anos e indicam os nomes de quase todas as pessoas que ocupam os novos postos de trabalho na fábrica. O outro, é gigantesco canteiro de obras que se espalha por toda parte e que criou um tráfego tão intenso nas ruas internas da fábrica, que parecem rodovias de verdade. Diariamente 3,2 mil caminhões entram na fábrica, entre entrega de suprimentos no regime just in time e cegonhas para o abastecimento das concessionárias. Segundo um engenheiro da construtora Geraes, uma das muitas empreiteiras que trabalham no local, são 54 mil m² de construção, que envolvem 800 homens, 2,5 mil toneladas de aço, 45 mil toneladas de concreto e 80 mil metros quadrados de telhas industriais. Já foram instalados 20 robôs na área de pintura e outros 13 estavam chegando naquele dia para serem montados. A área de pintura é próxima do enorme galpão que está praticamente pronto para receber duas novas linhas de prensa, de alta cadência, com capacidade de produção de 16 peças por minuto ou 960 peças por hora. Também surpreende a ausência, na fábrica, de estoques ou qualquer coisa que lembre um almoxarifado. Há alguns anos, quando ainda produzia apenas mil carros por dia, a fábrica mantinha um estoque de 150 mil pneus e outro tanto de rodas, para garantir o cauteloso suprimento durante 30 dias seguidos. Hoje, em decorrência do programa just in time, o fornecedor entrega a autopeça na linha de montagem poucos minutos antes de ser instalada no veículo. E mais: os sistemas vêm completos. O fornecedor das rodas busca também os pneus e apresenta o conjunto devidamente montado e calibrado. O fabricante dos painéis que ficam diante do volante entrega tudo montado e testado, com velocímetros, relógios e fiação. Na verdade, o just in time não é uma idéia nova, só na Fiat em Minas Gerais já completou 15 anos. A novidade é a complexidade cada vez mais intensa. Hoje, as linhas de montagem da fábrica produzem simultaneamente 13 modelos com mais de cem versões diferentes. É uma operação colorida e sem erros, pois a um Palio vermelho se segue um Stilo amarelo ou um Punto azul. Não existe fábrica no mundo com essa diversidade, segundo Cledorvino Belini, que hoje preside não apenas a montadora mas todo o grupo Fiat no Brasil, com suas 15 empresas diferentes, incluindo fábricas de tratores, caminhões e colheitadeiras. A jurisdição de Belini se estende por toda a América Latina, incluindo a Argentina e mais África do Sul. O dirigente vai à Argentina este mês para reabrir a fábrica localizada em Córdoba, onde, desde fevereiro já é produzido experimentalmente o modelo Siena. Naquele país serão fabricados 50 mil veículos por ano, mas a fábrica pode chegar a 150 mil, segundo informou. No entanto, foi adiada a produção da picape Tata, que seria montada em associação com essa fábrica indiana. A adoção do just in time operou um milagre na empresa, que foi planejada para produzir 800 automóveis por dia e hoje já passa de 3 mil. Surpreendentemente o número de funcionários, que chegou a mais de 25 mil, caiu para 18 mil tudo por conta desse modelo de produção que transferiu a mão-de-obra e os estoques para seus 120 fornecedores instalados em volta da fábrica, numa distância máxima de 80 quilômetros da linha de montagem. Alguns fornecedores, como a Stola, entregam as carrocerias das picapes e do Dobló prontas para serem pintadas. A facilidade com que a direção da fábrica liberou o acesso da Gazeta Mercantil a todos os setores da linha de montagem mostra que a Fiat, hoje, não é uma indústria com muitos segredos. A empresa está convencida de que se antecipa ao desejo dos seus consumidores e lhes oferece, também os carros mais modernos e com os preços mais em conta do mercado. Naquele 26 de março dava para se avistar o luxuoso sedan Línea num galpão protegido por vidros especiais. O veículo será lançado em agosto e, aparentemente, não difere em nada do modelo que circula na Europa. A dúvida parece ser o motor. Na Europa o modelo é equipado com o motor 1.4, turbo e no Brasil é provável que utilize um modelo 1.6, que sairá da Tritec, a fábrica de propulsores localizada no Paraná e recentemente adquirida pelo grupo. É quase certo, também, que aquele unidade passe a produzir um motor com potência 1.8, que equipa o Stilo e é fornecido atualmente pela General Motors. Num galpão mais adiante, podia se avistar o novo modelo Palio, que vai entrar em linha ainda neste semestre. Belini não se mostra temeroso com seus competidores atuais. Sua preocupação é com o inimigo que ainda não mostrou as armas. São os chineses, que, nos próximos meses vão entrar no Mercosul, através do Uruguai, com um carro pequeno de 700 cilindradas. Será um veículo menor e ainda mais barato que o Uno Mille, com cota de 20 mil unidades anuais, de início. Segundo Belini, esse inimigo só será vencido se permanecerem as atuais regras da economia brasileira. Em outras palavras: nada de aumento de juros e muito menos de redução no prazo de financiamento. Hoje, da produção total da Fiat Automóveis, 250 mil são vendidos em prazo superior a 36 meses. A notícia de que o governo pretendia aumentar os juros e alterar os prazos de financiamento, deixou o executivo absolutamente contrariado. Belini afirmou que a proposta representa uma quebra de regras. Se esse assunto tivesse vindo à tona ano passado, diz, é provável que a Fiat não investisse os R$ 5 bilhões no País. 'Há países ávidos pelo capital internacional e iremos sempre para os lugares onde somos bem tratados', declarou. Na Fiat, a relação da empresa com os funcionários é tão decisiva para o sucesso da montadora quanto o seu inovador processo industrial. Só que, em relação aos trabalhadores o modelo parece o mais antigo possível, pois o emprego só é oferecido para quem é da turma. Em outras palavras: os manuais de recursos humanos recomendam a mais absoluta impessoalidade na hora da contratação de funcionários para evitar apadrinhamentos que prejudicam a eficiência da empresa. Pois a Fiat Automóveis, a fábrica que mais vende automóveis no Brasil não se envergonha de informar que age exatamente na base da indicação. Quase todos os seus 18 mil funcionários foram admitidos por indicação de pessoas influentes na empresa. 'Nós trabalhamos desse jeito há 24 anos e desde então não sofremos uma única greve. Além disso, nossos trabalhadores apresentam elevadíssimos índices de eficiência Não temos razão para mudar essa política', revela Osmani Teixeira de Abreu que, por 36 anos foi diretor de Relações Industriais da montadora e hoje a representa na Federação das Indústrias de Minas Gerais como Presidente do Conselho de Relações do Trabalho. Têm direito a indicar candidatos a emprego funcionários mais antigos que nunca apresentaram problemas ou criaram casos. Graças a esse bom comportamento, eles se credenciam a apresentar uma pessoa para as vagas que forem abertas. Pode ser um filho, irmão ou qualquer outro parente ou amigo. Mas antes de ser admitido, o indicado se submete a exame de seleção para confirmar sua competência para o cargo. Segundo Osmani Abreu, a idéia das indicações surgiu no distante ano de 1984, quando um empregado o procurou para se queixar que trabalhava na empresa havia muitos anos, mas jamais conseguiu indicar um parente ou amigo para as vagas que eram abertas. 'A Fiat só atende a indicação de políticos ou de gente poderosa aqui dentro', reclamou. O diretor de Relações Industriais considerou a queixa razoável, pois o funcionário era um bom empregado, cumpridor de suas obrigações e certamente iria indicar uma pessoa de confiança. Aos seus olhos, a indicação poderia ser muito vantajosa em relação aos candidatos convocados por anúncio em jornal. 'Nós desconhecemos os antecedentes de candidatos que respondem aos anúncios de jornais enquanto as pessoas indicadas sabem que não podem queimar o filme de quem o apresentou à empresa', lembrou. Desde sua adoção o programa cumpre sempre as mesma regras que são poucas. Quando se abre mil vagas, a Fiat oferece uma carta de indicação aos empregados mais antigos para que apresentem seus candidatos. Caso alguém seja reprovado a indicação é repassada aos outros da fila, até se recompor a lista. Há casos de funcionários que durante o longo tempo de trabalho na empresa já indicou três funcionários. Claro que a indicação não tem valor absoluto. Quando se necessita de técnico de grande especialização cujos requisitos não foram preenchidos no meio dos indicados, o setor de recursos humanos está autorizado, então a buscar o profissional no mercado. ''Temos exceções, sobretudo em cargos de gerência mas elas são poucas pois nossa política é a de prestigiar o funcionário, explicou. A empresa também não coloca parentes trabalhando numa mesma seção ou um chefiando o outro o indicado. A ausência de greve é apenas o lado mais visível do sucesso dessa política de relacionamento com o trabalhador. Ma há quem não goste nada dela. O presidente do Sindicato dos lúrgicos de Betim, Marcelino Costa, queixou-se recentemente de que a entidade tem quatro mil associados, dos quais menos de duzentos são empregados da montadora. Isso eqüivale a menos de 2% do total de funcionários da montadora, que é um número absolutamente irrisório. 'Nossa relação com a empresa é boa mas gostaríamos que ela respeitasse a liberdade sindical.' Osmani Abreu não considera adequada a visão do sindicalista. Para o ex-dirigente da empresa, a Fiat procura atender o trabalhador em todas as suas reivindicações, a começar pelos salários que estão entre os mais altos de Minas Gerais. A ausência de greve também não é vista apenas como uma questão trabalhista. Esse comportamento contribuiu para o sucesso da empresa, já que no passado montadoras paulistas enfrentavam greves, prejudicando o abastecimento do mercado. A Fiat aproveitou para cobrir o vácuo com seus produtos. [Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 7][Durval Guimarães]
venda de carros - Indústria automobilística descarta 'bolha' de crédito
MONTADORAS - sábado, 5 de abril de 2008 00:00( http://www.folha.com.br ) 6 Visitas
Indústria automobilística descarta 'bolha' de créditoLicenciamento de 648 mil veículos cresce 31,4% ante igual período de 2007 De acordo com a associação de fabricantes, ampliação do mercado, que bateu recorde no 1º trimestre, ocorre de forma sustentável Sustentada pelas vendas no mercado interno, a produção de veículos bateu recordes em março. A Anfavea [Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores] afirmou que a expansão não preocupa e negou que o setor viva uma bolha de crédito.Foram produzidos 280,6 mil veículos em março, alta de 13,4% na comparação com março de 2007. No trimestre, a produção alcançou 783 mil unidades, alta de 19,3% em relação a igual período do ano passado.As vendas no mercado doméstico foram de 232,1 mil em março, alta de 20% em relação ao mesmo mês de 2007. Nos três primeiros meses do ano, os licenciamentos alcançaram o recorde de 648 mil unidades, aumento de 31,4% em relação ao mesmo intervalo de 2007.O presidente da Anfavea, Jackson Schneider, apontou como motivos para o aquecimento a expansão do crédito, a manutenção dos juros e a estabilidade econômica, além do aumento da massa salarial e do emprego.Segundo ele, o mercado cresce há seis anos consecutivos de forma sustentável. 'Não acho que seja uma bolha, nem no setor nem no país.'Schneider afirmou que o crescimento sustentável elimina qualquer necessidade de restrição ao crédito, mencionada na semana passada, mas já descartada pelo governo. 'Nossas condições de crédito são consistentes. Os financiamentos, no Brasil, são feitos com a maior segurança, e os prazos longos são residuais, a média é de 42 meses', afirmou.O saldo do crédito para aquisição de veículos no primeiro bimestre cresceu 44,9% em comparação ao mesmo período de 2007, para R$ 116,8 bilhões, segundo a Anef [associação das financeiras das montadoras].André Beer, ex-presidente da Anfavea e consultor do setor, afirmou que a indústria tem condições de atender a demanda, e a expansão do crédito não oferece risco.Para ele, 'o governo fez as contas e descobriu que acabar com o prazo longo teria impacto zero, por isso desistiu'.Beer ressaltou que o Brasil tem 7,5 habitantes por veículo. Para alcançar os níveis da Argentina ou do México, de cerca de 5,5 habitantes por veículo, as vendas teriam de manter esse crescimento por cinco anos.ExportaçõesAs exportações registraram queda de 8,8% em unidades embarcadas em março, na comparação com o mesmo mês de 2007, com 62,5 mil veículos. Em valores, no entanto, as vendas externas tiveram alta de 3%, sustentadas pelo aumento de preço e pela venda de modelos de maior valor.Segundo Schneider, os veículos de menor valor agregado estão perdendo espaço no exterior, e os mais caros são mais competitivos. No trimestre, as exportações somaram US$ 3,2 bilhões.Em março, as importações somaram 28.064 unidades, alta de 46,1% na comparação com o mesmo mês de 2007. No trimestre, foram 80.818 unidades, alta de 59,8%.[Karen Camacho]
Anfavea nega bolha em venda recorde de carros
ECONOMIA - sábado, 5 de abril de 2008 00:00( http://www.estado.com.br ) 10 Visitas
Anfavea nega bolha em venda recorde de carros Presidente da entidade garante que expansão é sustentável e diz que inadimplência está sob controle O mercado de carros novos não vive uma bolha, pois cresce de forma consistente há 18 trimestres e não há riscos, no momento, de um estouro na inadimplência que justifique alterações nos prazos dos financiamentos, disse ontem o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores [Anfavea], Jackson Schneider. O executivo também não vê necessidade de ajuste de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária [Copom].A indústria automobilística registrou recordes de produção, vendas e exportações [em valores] no primeiro trimestre. Foram produzidos 783 mil veículos, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, um aumento de 19,3% ante os primeiros três meses de 2007.As vendas somaram 647,9 mil unidades, 31,4% a mais que no ano passado. Em valores, as exportações aumentaram 13,1%, para US$ 3,2 bilhões. Além disso, o mês passado foi o melhor março da história do setor.Em unidades, as exportações acumuladas apresentam queda de 2,1% no trimestre, com 178,2 mil veículos, reflexo da perda de competitividade do produto nacional por causa do câmbio valorizado. “Em valores, os resultados estão melhores porque exportamos veículos de maior valor agregado, como máquinas agrícolas, mas são vendas sazonais”, afirmou Schneider.CRÉDITOSegundo o presidente da Anfavea, os preços do automóveis subiram 1,82% nos 12 meses completados em fevereiro, ante uma inflação de 4,61% apurada pelo IPCA. “Não vejo nenhuma pressão inflacionária e nenhum risco de desabastecimento.” Schneider insistiu em que “foram um mal-entendido” as recentes declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre restringir os prazos de financiamento em até 36 meses.“O tema não nos preocupa, pois o próprio ministro desmentiu”, disse Schneider. Cerca de 70% das vendas de carros são feitas por meio de financiamento. Segundo o executivo, os prazos médios no setor são de 42 meses. “Períodos mais longos são residuais”, afirmou. A inadimplência no segmento também está estável, na casa dos 3,2% há pelo menos um ano.Aumentos de preços, porém, podem ocorrer nos próximos meses para repasse de custos de insumos. Só o aço, informou Schneider, subiu entre 8% e 12% no mês passado. “Como a competitividade no mercado é muito forte, vai depender da estratégia de cada empresa em repassar ou não esses custos.”Schneider disse também que as montadoras estão investindo quase US$ 5 bilhões este ano e vão ampliar a capacidade produtiva de 3,5 milhões para 3,85 milhões de veículos por ano a partir do segundo semestre. Em 2009, essa capacidade chegará a 4 milhões de veículos. Em sua visão, isso afasta possibilidades de desabastecimento. Para ele, filas de espera são pontuais, apenas para alguns modelos específicos.De janeiro a março, as montadoras contrataram 3,9 mil trabalhadores e atualmente empregam 124,2 mil pessoas, 14,8% a mais do que em março de 2007 [Cleide Silva]
venda de carros Até carro de R$ 600 mil agora tem fila de espera
ECONOMIA - sábado, 5 de abril de 2008 00:00( http://www.estado.com.br ) 5 Visitas
Até carro de R$ 600 mil agora tem fila de espera Vendas crescem 41,7% e marcas como Audi, Porsche e Maserati planejam trazer novos modelos Com aumento nas vendas de 41,7% no primeiro trimestre em comparação a 2007, marcas de carros superluxuosos decidiram aumentar a variedade de produtos no Brasil e estão trazendo modelos mais sofisticados. Três lançamentos previstos para os próximos meses, com preços na casa dos R$ 600 mil, têm filas de espera de dezenas de interessados.A Audi tem 30 encomendas do superesportivo R8, que será vendido a partir de junho por cerca de R$ 600 mil. A empresa adianta que só poderá atender a 20 pedidos este ano.O Maserati GranTurismo, com preço a partir de R$ 650 mil e vendas a partir de abril, tem mais de uma dezena de consumidores que manifestaram interesse, segundo o importador Francisco Longo. A marca italiana, que hoje oferece carros por R$ 590 mil a R$ 720 mil, vendeu só uma unidade no primeiro bimestre, mas prevê vendas de 24 GranTurismo no ano.O Porsche Panamera só chegará no segundo semestre de 2009, simultaneamente ao lançamento na Alemanha, onde será produzido. A Stuttgart Sportcar, representante da Porsche no Brasil, já tem 20 interessados no modelo, que custará entre R$ 450 mil e R$ 600 mil. 'Serão produzidas 30 mil unidades por ano para o mundo todo, por isso o grande interesse na reserva', diz Marcel Visconde, diretor-presidente da empresa.O segmento de carros de alto luxo vendeu 2.064 unidades no primeiro trimestre, em comparação a 1.457 em igual período de 2007. Em geral, o mercado de automóveis e comerciais leves cresceu 31,7%, com 618,1 mil unidades.Embora o número de unidades vendidas seja relativamente pequeno, os modelos superluxuosos custam entre R$ 100 mil e R$ 1,6 milhão. Estão na lista Audi, BMW, Ferrari, Jaguar, Maserati, Mercedes-Benz, Porsche e Volvo.'A desvalorização cambial ajudou o mercado a crescer, assim como a estabilidade econômica e até mesmo a possibilidade de financiamento', informa Visconde, que projeta para este ano vendas de mais de 500 Porsche. 'Nosso preço é o de tabela, não tem bônus', avisa.As vendas da Porsche saltaram de 76 veículos em 2003 para 459 em 2007. No primeiro trimestre deste ano, foram vendidos 186 carros, 148% a mais que em 2007. Para adquirir um modelo hoje, é preciso esperar em média quatro meses. Antes, era a de desse prazo.O Panamera será o primeiro sedã esportivo da marca com capacidade para quatro passageiros adultos. A empresa ainda não tem fotos do modelo. A Porsche é famosa pelos esportivos de dois lugares, embora suas vendas tenham disparado após o lançamento do utilitário-esportivo Cayenne.Os modelos da marca custam entre US$ 142 mil [R$ 248 mil] e US$ 358 mil [R$ 626 mil]. Na América Latina, o Brasil é o segundo maior cliente da Porsche, atrás do México.Para o presidente da Audi do Brasil, Andreas Deges, o bom momento do mercado de luxo é resultado de um círculo virtuoso: estabilidade econômica e incremento dos financiamentos, combinados com maior oferta de produtos e investimento das marcas em marketing. As vendas de importados da Audi cresceram 10% este ano, para 359 unidades.O R8 será exposto no navio Pink Fleet, do empresário Eike Batista, em festas que a Audi realizará hoje e amanhã para convidados vip. O modelo com carroceria de alumínio custará cerca de R$ 600 mil.O GranTurismo segue o estilo de carro de corrida característico da Maserati. Foi lançado na Europa há um ano e deveria chegar ao Brasil em setembro, mas a demanda lá fora atrasou o cronograma. A Mercedes vendeu 596 modelos no primeiro trimestre, 27,6% a mais que em 2007. Na Volvo, as vendas passaram de 109 unidades para 266 este ano.[Cleide Silva]
Mais dinheiro no interior
Na próxima terça-feira, o IBGE e a Companhia Nacional de Abastecimento [Conab] apresentarão os mais recentes levantamentos sobre a atual safra de grãos. As indicações são de que os números virão ainda melhores do que já estavam.Há um mês, o IBGE calculava que a produção alcançaria 139,6 milhões de toneladas [aumento de 5,1% em relação a 2007], número muito próximo do anunciado pela Conab, que apontava 139,3 milhões [aumento de 5,8%].Para o sócio-diretor da RC Consultores Fábio Silveira, a forte aquisição de fertilizantes ao longo do ano passado aumentou a produtividade desta safra, principalmente a do milho e a da soja, e as projeções devem acusar esse avanço. “Estimamos para este ano uma safra de 141 milhões de toneladas de grãos”, afirma. Após a apreensão dos produtores com os riscos de estiagem nos três primeiros meses do ano apontados nos levantamentos de janeiro, o clima mostrou-se favorável e a agricultura brasileira retomou a confiança.O IBGE apurou que soja, milho e arroz, que correspondem a 91,1% da produção de grãos, despontam com as maiores áreas cultivadas. O tombo do dólar no câmbio interno castigou, mas não sobrepujou o faturamento em reais porque as cotações ajudaram. Ao longo de 2007, os preços da soja e do milho formados na Bolsa de Chicago subiram 35% e 86%, respectivamente.O mercado de insumos agrícolas também reflete o otimismo. O diretor de Marketing da Massey Ferguson, Fábio Piltcher, avisa que 2008 tende a ser um ano ainda melhor do que 2007. “Esperamos um aumento de 20% a 30% nas vendas de colheitadeiras e de cerca de 15% nas de tratores.” As estatísticas da Anfavea acusam em março vendas de 4,3 mil máquinas agrícolas, expansão de 43,4% em relação ao mesmo mês em 2007. No primeiro trimestre do ano, o crescimento foi de 54,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.Os dados coletados pelo Rally da Safra, realizado pela Agroconsult, mostram que a produção deste ano deve bater todos os recordes de produtividade no País.Mas mercado aquecido significa aumento também nos custos de produção. O analista da Tendências Consultoria, Bruno Rezende, verificou que, ao longo do ano passado, o preço médio dos fertilizantes no País aumentou 49%, mesmo com câmbio a favor, já que boa parte do produto utilizado no Brasil é importada. O crescimento da entrega física de adubos e fertilizantes ao agricultor, que em 2007 foi de 17%, em 2008 não deve passar dos 5%, segundo o diretor-executivo da Associação Nacional para Difusão de Adubos [Anda], Eduardo Daher. E aí o setor enfrenta os demônios de sempre: as deficiências de logística e infra-estrutura para transporte e armazenamento dos insumos ante o seu crescimento, que se agravam com o aumento da safra. Apesar disso, 2008 promete ainda mais. “A margem pode até ficar mais apertada com a alta dos insumos, mas ainda assim será grande vantagem para o produtor investir na sua lavoura”, diz Rezende. Enfim, se não dá para dizer que será festa no interior, como diz a música de Gal Costa, é pelo menos mais dinheiro rolando por lá. [Celso Ming]
Banco reduz prazo do crédito de veículos
Luiz Montenegro, presidente da Anef: o plano de 84 meses 'perdeu fôlego' Os bancos reduziram os prazos máximos de financiamento de veículos no mês de fevereiro. O plano mais longo oferecido caiu dos 84 meses [sete anos], praticados desde meados do ano passado, para 72 meses [seis anos], mesma duração oferecida no início do ano passado. Em 2004 e 2005, o limite era de 60 meses [cinco anos]. A redução ocorre em um período de maior pressão nos custos do financiamento devido ao agravamento da crise de inadimplência nas hipotecas americanas. As taxas de swap 360 dias, referência para os juros cobrados pelos bancos dos clientes, já subiu quase um ponto percentual desde o fim do ano passado. Para Luiz Montenegro, presidente da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras [Anef], o plano de sete anos 'perdeu fôlego' e mesmo o de seis anos deve ser reduzido. 'O mercado procura o prazo que seja ideal e 72 meses ainda não é o que eu entendo como para o setor.' Mesmo com a redução, a média dos planos escolhidos pelo consumidor se mantém inalterada em 42 meses, representando pequena alta em relação aos 39 meses de média do primeiro bimestre de 2007. O governo chegou a cogitar a redução dos prazos para limitar a demanda de crédito. Segundo Érico Ferreira, presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento [Acrefi], o limite de 36 meses, que chegou a ser divulgado, reduziria em até um terço o volume de concessão de empréstimos para veículos. No ano passado, algumas linhas de financiamento de automóveis foram oferecidas com prazo de 99 meses, mas o número de operações efetivamente fechadas foi irrisório por falta de interesse dos próprios clientes. Hoje, ninguém trabalha com esse horizonte. Em alguns países, lembra Ferreira, existem empréstimos em até dez anos. Nos Estados Unidos, por exemplo, o prazo médio do financiamento de veículos é de 63 meses [prazo de maturação da carteira]. A preocupação com prazo decorre da importância que a linha tem para a economia. De acordo com levantamento da Anef, o saldo de empréstimos para aquisição de automóveis para pessoas físicas, incluindo crédito e arrendamento mercantil, encerrou o primeiro bimestre deste ano em R$ 116,8 bilhões, crescimento de 45% em comparação ao mesmo período de 2007 [R$ 80,6 bilhões]. O volume representa um terço de todos os empréstimos para pessoas físicas realizados no Brasil, R$ 330 bilhões, segundo dados do Banco Central, até fevereiro. Apesar da preocupação, a inadimplência [atrasos acima de 90 dias] ficou em 3,20% em fevereiro, queda em relação aos dois primeiros meses de 2007 [3,28%]. Além do prazo menor, os juros também subiram por conta da turbulência externa e da elevação da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras [IOF] para pessoas físicas. A taxa passou de 28,76% ao ano, em dezembro, para 31,24% ao ano, em fevereiro. [Fernando Travaglini]
venda de automóveis - Furacão financeiro mundial poupa economias à antiga. Brasil é uma
Eis uma grande lição da primeira crise financeira mundial do século 21: algumas economias à moda antiga estão agüentando a tempestade muito melhor que aquelas que tomaram muitos empréstimos para estimular o crescimento ou apostaram nos endividados consumidores americanos.Os Estados Unidos, a economia no centro da crise, estão puxando para baixo o crescimento mundial. Ontem, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, deu sua avaliação mais pessimista da situação econômica do país até agora, sugerindo que uma recessão é provável.Mas em outros países o impacto da retração americana é menos claro.Países como Austrália, Brasil, Emirados Árabes Unidos e Catar ainda estão em franca expansão, embora menos do que em 2007, porque têm veios ricos de petróleo, ferro, alumina e cobre. Produtores de bens industriais à moda antiga, como Alemanha e Japão, também estão sobrevivendo ao problema porque diversificaram seus mercados para maquinário pesado.Enquanto isso, exportadores da Ásia que prosperaram debulhando protecionismo e negociando com os Estados Unidos - Tailândia, Filipinas, Malásia e mesmo China -, vêem seus índices de crescimento diminuírem, como na China. E os países bálticos, a Hungria e a Islândia, que tomaram muito empréstimo para financiar o crescimento, agora são observados pelas instituições financeiras internacionais para ver se não vão se desequilibrar com o aperto no crédito que começou com problemas no mercado imobiliário americano.Imagine a crise como um furacão. Ele se formou na Flórida, na Califórnia, em Nevada e em outros Estados americanos onde o mercado imobiliário desabou. Ganhou força à medida que títulos de investimento ligados a hipotecas provocaram perdas enormes em grandes instituições financeiras dos Estados Unidos e da Europa. Isso estremeceu a economia americana, secou o crédito nos EUA e em algumas partes da Europa, fez o Fed, o banco central americano, podar os juros e enfraqueceu o dólar. Agora aquele furacão financeiro está dando a volta ao mundo, demolindo alguns lugares enquanto deixa outros praticamente ilesos.A saúde da economia mundial vai estar no centro das discussões em Washington, na próxima semana, quando ministros da Fazenda se encontram nas reuniões do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, que começam dia 12.'A notável diferença entre este período de turbulência financeira e os do passado é o desempenho de países desenvolvidos e em desenvolvimento', disse o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, numa palestra ontem em Washington. 'Não só o epicentro do terremoto mudou [deixando de ser nos países em desenvolvimento], mas até agora os tremores sacudiram os mercados de maneira diferente.'Neste momento, a economia mundial parece estar numa posição melhor para sobreviver à desordem, mas essa previsão pode falhar se os EUA mergulharem numa recessão mais profunda e prolongada. A economia mundial deve crescer 3,8% este ano, em comparação com 4,7% no ano passado, segundo números a serem divulgados hoje pelo Instituto Peterson para Economia Internacional, de Washington.Países ricos em recursos naturais - como Rússia, Brasil e Austrália - parecem estar posicionados para continuar prosperando. O apetite crescente por commodities de China, Índia e outros países oferece aos produtores alternativas ao mercado americano e reduz a possibilidade de um crash das matérias-primas.Na Austrália, a Rio Tinto, gigante anglo-australiana da mineração, progride com uma expansão de US$ 1,8 bilhão de uma refinaria de alumina em Queensland, enquanto sua concorrente, a BHP Billiton, autorizou recentemente um investimento de US$ 850 milhões como parte de um grande projeto de gás natural na plataforma submarina do país.Na Rússia, um foco da crise financeira mundial do fim dos anos 90, autoridades do Kremlin agora propagandeiam que sua economia é um 'porto seguro', graças à alta do seu petróleo, gás e outras commodities para exportação. O Brasil, outros perdedor no fim dos anos 90, tornou-se um novo pilar econômico graças à escalada na demanda por minério de ferro, café e açúcar.Os juros brasileiros estão baixando depois de ficar na estratosfera por muitos anos. Maior disponibilidade de crédito tem dado aos consumidores um estímulo para comprar casas e carros e abrir pequenos negócios. No ano passado, a General Motors Corp. vendeu um recorde de 499.000 veículos no Brasil, ao mesmo tempo em que a empresa se debatia nos EUA. Grandes bancos americanos de investimento estão se expandindo no Brasil para aproveitar o número recorde de aberturas de capital e outras oportunidades.'Até agora, o consumidor brasileiro não foi afetado pela crise', diz Luís Largman, diretor financeiro da Cyrela Brazil Realty. Em julho passado, quando a crise do 'subprime' americano estava no começo, a Cyrela foi forçada a suspender uma emissão de títulos para investidores americanos. A construtora paulista deu meia-volta e captou o dinheiro, R$ 500 milhões, entre investidores brasileiros quase ao mesmo custo. Agora ela divulga recordes de venda.Para alguns produtores de matérias-primas, o maior risco é de superaquecimento. Produtores de petróleo do Oriente Médio estão colocando sua nova riqueza em estradas e aeroportos financiados pelo governo e no desenvolvimento de novos campos de petróleo e gás. Mas todo esse novo investimento alimenta a inflação, que é exacerbada pela vertiginosa queda do dólar, que torna mais caras as importações nos países do Golfo Pérsico que vinculam suas moedas ao dólar.No Catar, a inflação está em 14%. Nos Emirados Árabes Unidos, ela provocou uma série de protestos violentos de trabalhadores expatriados e enfurecidos com a redução do seu poder de compra. Em resposta, alguns governos da região suspenderam tarifas alfandegárias para importações de material de construção e alimentos e aumentaram os salários do funcionalismo em até 70%.Outros países podem enfrentar mais dificuldades - como a Turquia e partes da Europa Central e do Leste que tomaram muitos empréstimos nos mercados mundiais. A Romênia, a Bulgária, a Hungria e o trio báltico de Letônia, Lituânia e Estônia podem agora enfrentar uma escassez de crédito. Isso eleva a perspectiva de repetição da crise dos 90, quando a América Latina, a Rússia e o Sudeste Asiático não puderam pagar suas dívidas em moeda estrangeira, o que causou quebra de bancos e empresas e mergulhou economias em recessão.Um dos países em situação vulnerável agora é a Islândia. No fim do ano passado, sua dívida externa, principalmente com bancos, representava 430% do PIB. Com o aperto do crédito mundial, os bancos islandeses terão de pagar juros mais altos para tomar dinheiro no exterior a fim de emprestá-lo no mercado interno. Isso forçará as empresas e as pessoas a cortar seus endividamento e gastos. Os responsáveis pela política econômica do país dizem que a Islândia vai escapar da ruína porque os bancos ainda têm muitos fundos para honrar suas dívidas. Eles também dizem que a economia deve obter receitas de exportação depois de recentes investimentos na fundição de alumínio.Mesmo assim, a coroa, moeda do país, está sob forte pressão. O Kaupthing Bank anunciou estar avaliando uma possível ação legal contra o banco americano de investimentos Bear Stearns Cos. por divulgar uma análise que comparava a Islândia desfavoravelmente ao Casaquistão e por ajudar a organizar uma viagem de administradores de fundos de hedge à Islândia este ano. O banco islandês suspeita que a viagem pode ter sido parte das preparações para um ataque especulativo ao sistema financeiro do país, dizem pessoas familiarizadas com o pensamento no Kaupthing. Uma porta-voz do Bear Stearns preferiu não comentar o assunto.Exportadores asiáticos de bens de consumo também estão diante de uma desaceleração porque as economias deles são muito atreladas ao consumo dos americanos, que vem caindo. Mas é pouco provável a repetição da crise financeira dos anos 90 na região, porque os países asiáticos acumularam grandes reservas internacionais e têm farto superávit de conta corrente que podem usar para quitar sua dívida externa.Nos anos 80 e 90, a Tailândia saiu da pobreza atraindo empresas estrangeiras para fabricar lá câmeras, televisores e refrigeradores, vendidos depois para os EUA. Nos últimos anos, os exportadores tailandeses têm tentado livrar-se da dependência dos compradores americanos, mas isso não tem sido fácil. Por um lado porque exportadores da China, do Vietnã, da Malásia e de outros países asiáticos estão tentando fazer o mesmo, o que aumenta a concorrência. Por outro, os padrões de comércio internacional são tão complexos que é difícil redirecionar produtos para destinos determinados.Hoje, um componente feito na Ásia é quase sempre usado num televisor ou celular montado na China, que depois é vendido em outros mercados. A Hana Microelectronics PLC, de Bancoc, vende componentes eletrônicos para empresas americanas, que vendem produtos acabados ao redor do mundo. 'Vendemos para mercados internacionais por intermédio dos clientes americanos, por isso não há muito ajuste que possamos fazer. Não podemos mudar de um mercado para o outro', diz Terry Weir, diretor financeiro da Hana Microelectronics.Os fabricantes de baixo custo da China também estão com problemas para lidar com a situação. A queda do dólar torna as exportações chinesas mais caras nos EUA. Depois de subir 7% em 2007, o iuane já avançou mais 4,3% este ano. O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, declarou estar 'profundamente preocupado' com a economia americana. A indústria exportadora é uma fonte importante dos 50 milhões de novos empregos que ele prometeu criar nos próximos cinco anos.As empresas européias de bens de consumo também estão sentindo a mordida.As exportações representam em torno de 70% das vendas da Look Cycle International SA, com sede em Burgundy, na França, e os EUA são um dos seus maiores mercados. No fim do ano passado, a Look cortou 15% do preço em euro que cobrava da sua unidade americana, para que suas bicicletas não ficassem caras demais nas lojas dos EUA, apesar de o corte atingir os lucros da empresa. Agora que o dólar mal vale 63 centavos de euro, a Look nem se dá ao trabalho de trocar sua receita americana por euros e deixa os dólares num banco à espera de que eles se recuperem.Os países europeus que são grandes exportadores de bens de capital - máquinas e ferramentas pesadas - estão em melhor situação. Empresas da Alemanha, Suíça e partes da Itália conseguiram até agora amenizar os efeitos da valorização do euro procurando outros mercados além dos EUA. Diferentemente dos fabricantes europeus de bens de consumo, que enfrentam a concorrência dos produtores de baixo custo, os de bens de capital ainda conseguem contar com as vendas a mercados emergentes, em parte por causa da percepção de que têm melhor engenharia.Mais de 40% das exportações totais da Alemanha em 2007, de 970 bilhões de euros, foram de bens de capital.Fabricantes de bens de uso industrial do Japão também afirmam estar sobrevivendo à retração americana. Quando a economia americana teve sua recessão anterior, em 2001, a fabricante de ferramentas Mori Seiki, de Nagóia, registrou prejuízo pela primeira vez em décadas. Mas desde então diversificou seus clientes e desta vez prevê lucro, diz seu presidente, Masahiko Mori. Ele acha que a demanda de outros países vai compensar o desaquecimento nos EUA. 'Claro que o mercado americano ainda é importante', diz. 'Mas o aumento de nossos negócios nos Brics [Brasil, Rússia, Índia e China] e na Europa diversificou nosso risco.'[Marcus Walker, James Hookway, John Lyons e James T. Areddy, The Wall Street Journal, de Berlim, Bancoc, Cidade do México e Xangai- Colaboraram Patrick Barta de Bancoc, Chip Cummins de Dubai e Sebastian Moffett de Tóquio
Responsabilidade social é também educar financeiramente
ECONOMIA - quinta-feira, 3 de abril de 2008 00:00( http://www.valoreconomico.com.br ) 12 Visitas
Como veterano planejador financeiro, sempre estive interessado nos diversos aspectos ligados à educação financeira, a melhor maneira de um povo cuidar do dinheiro ganho, do próprio orçamento doméstico para, assim, poder almejar uma vida melhor. Do ponto de vista da macroeconomia, quanto maior o consumo dos seus cidadãos, maior o PIB e, conseqüentemente, maior será a satisfação de estudiosos, estatísticos e economistas do governo e da iniciativa privada. Mas, o que interessa mesmo a cada cidadão individualmente é a microeconomia, ou seja, de que maneira poderá administrar mais eficientemente suas próprias finanças. Ele raramente se planeja, agindo quase sempre por impulsos, tendo geralmente como conduta padrão gastar mais do que ganha. Culpa da falta de cultura financeira ou da inflação passada? No passado não remoto, vivemos a conhecida e gigantesca inflação em que, de fato, era melhor adquirir algo imediatamente e ficar devendo, mesmo pagando elevados juros, em vez de poupar o valor necessário para posteriormente adquirir à vista um bem de consumo. A inflação desmedida que tivemos ainda em um passado recente é página virada e hoje, felizmente, somos um país bem mais normal, com taxas inflacionárias menores de 5% ao ano, índice este bastante próximo do de países considerados desenvolvidos. Lamentavelmente, grande parte da nossa gente ainda não conseguiu condicionar a cabeça para esta nova realidade e adotar práticas mais condizentes com os dias atuais. Devido justamente ao nosso passado inflacionário, coletivamente esquecemos o que deveria ser considerado um comportamento financeiro normal e, portanto, consistente e em linha com a atual evolução do país. Enquadrar-se em um orçamento que leva em conta apenas as receitas habituais de alguém, é uma atitude não somente salutar, mas imprescindível para quem não deseja estar sujeito a constantes sobressaltos financeiros. Comprar à vista com dinheiro, pagar com cheque [que não seja o pré-datado] ou cartão de débito, endividar-se só para projetos importantes, lamentavelmente, caiu em desuso no país ou, em outras palavras, é considerado antiquado. A nova filosofia, tão em voga entre nós, prega e incentiva excessivamente crédito, empréstimos, endividamento, consumismo, etc. Entretanto, na maioria dos países, ditos do primeiro mundo, endividar-se no médio ou longo prazos é prática utilizada quase unicamente para a aquisição da própria moradia ou, eventualmente, para a aquisição de um veículo, porém quase nunca para a aquisição de bens de consumo de primeira necessidade. Chamo a atenção para o fato de que não tenho a intenção de discorrer a respeito do abuso que ocorre no Brasil em relação às taxas de juros elevadas. Nessa polêmica, o governo acusa a iniciativa privada, a iniciativa privada acusa o governo e quem acaba pagando a conta são os segmentos populacionais, que necessitam de crédito e de empréstimos. Dessa maneira, o jogo de empurrar a culpa de uns para outros vai se perpetuando. Em um planejamento cuidadoso e bem feito, na qual as despesas do orçamento doméstico estão diretamente condicionadas às receitas do trabalho de um autônomo ou frutos do vínculo empregatício de um trabalhador com carteira de trabalho assinada, faz-se necessário conhecer os precisos limites financeiros e de endividamento de cada cidadão. Deve ficar absolutamente claro aos interessados que, nos dias de hoje, qualquer pessoa que tenha receitas mensais sob medida, ou melhor, dito inelásticas, não pode se dar ao luxo de pagar uma importante parcela de seus ganhos com despesas financeiras, independente de qual tenha sido a taxa de juros que tenha pago. Essa prática, nociva do dispêndio de parte dos ganhos com juros, que deveria pertencer ao passado, não é absolutamente condizente com as atuais condições socioeconômicas do país. Ao adotar essa política cega e suicida, simultaneamente ocorre grande perda de qualidade de vida por parte de quem a pratica. Resulta inclusive, em jamais existir qualquer folga para gastar em outros itens relevantes do orçamento como mais lazer, alimentar-se melhor, em suma, melhores condições gerais de vida de um indivíduo ou família. Mas, então, a quem deveria caber a responsabilidade social de explicar todas estas verdades tão cristalinas às diferentes classes sociais, justamente aquelas que tanto necessitam desses ensinamentos? Quem deveria explicar à nossa população que os tempos são outros e de que geralmente é um péssimo negócio endividar-se em função de alguns itens, muitas vezes completamente prescindíveis do orçamento doméstico? Louis Frankenberg é diretor de planejamento e finanças pessoais da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade [Anefac] e autor do livro 'Sucesso e Independência' E-mail: perfinpl@uol.com.br Este artigo reflete as opiniões do autor, e não do jornal Valor Econômico. O jornal não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações.
Compra de carros parcelada já supera 50%
venda de automóveis Pelo terceiro pregão em seqüência, os juros caíram ontem no mercado futuro da BM&F
Montadoras apostam em astros do cinema Cachês chegam a até US$ 1 milhão
Os comerciais da indústria automobilística no Brasil, talvez como resultado direto das vendas continuamente em ascensão, estão ganhando lustro hollywoodiano. Primeiro, a Citroën trouxe o ator Kiefer Sutherland, que vive o agente Jack Baer na série 24 horas, para protagonizar a campanha de lançamento do modelo C4 Pallas. Agora, a GM traz o ex-agente 007, o ator Pierce Brosnan, para filmar a propaganda do Vectra Elite 2.0.Os cachês desses atores, que são bem cotados na indústria do cinema, não são revelados, mas giram em torno de US$ 1 milhão, como estima o meio publicitário. Os modelos sedãs médio, aos quais associam suas imagens, são vendidos na faixa de R$ 80 mil. Logo, a compra de uns 30 automóveis já garantiria a vinda dos figurões. Pierce Brosnan, um galã de meia-idade que cedeu seu lugar no serviço secreto da rainha para o ator Daniel Craig, chega a São Paulo segunda-feira para filmar o comercial da campanha criada pela McCann-Erickson. Na telona, os brasileiros vão vê-lo em junho, com a estréia de Encurralados. Nele, o ator vive um homem traído que reage à altura. Para quem já foi Bond - e namorou todas as beldades -, é uma virada e tanto.No discurso das montadoras, associar o veículo a uma figura de visibilidade diferencia o anúncio. Às vezes, porém, pode causar transtornos. Sutherland foi preso nos EUA em setembro por dirigir embriagado. Detido ao fazer uma conversão proibida, foi submetido ao teste do bafômetro. Por ser reincidente [já tinha sido detido em 2004], passou 48 dias na prisão.
venda de automóveis ''Não se pode gastar o que não se tem''
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Está previsto para ser realizado em BRASÍLIA um CURSO de marketing e vendas para automóveis em julho de 2008
CURSO
Marketing e Vendas Para o Setor Automobilístico
Pesquisando o mercado e o perfil do cliente
Conhecendo o mercado
Conhecendo o foco de mercado e a concorrência direta
Traçando o perfil do cliente alvo
Localizando o cliente
Táticas e estratégias frente a concorrência
Como captar clientes
Material publicitário – cartões de visitas e folders
Telemarketing e correspondência
Utilizando site, blogs e o potencial da internet
Parcerias e networking
9 segredos de joe Girard para captar clientes
Como conquistar clientes 7 competências essenciais para gestão de sua carreira Comunicação interpessoal
Inteligência emocional Relacionamento interpessoal
Inteligência social
A hierarquia das necessidades de Maslow
Vendendo benefícios ao invés de atributos
Como manter relacionamento com clientes
Mantendo o relacionamento
Voltando a atender seus clientes Atendendo aos parentes e amigos de seus clientes
curso em BRASÍLIA previsto para julho de 2008
